Mesa de Bar

Lugar pra se falar sobre tudo e sobre o nada.

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Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Sóbria, a maior parte do tempo. Na mesa de um bar me torno mais corajosa, mais sensível, mais emotiva, mais generosa. No bar e com umas cervejas a mais, as dúvidas se dissipam, as certezas afloram, as tristezas caem fora e a alegria reina. Sim, na mesa de um bar eu sou uma pessoa melhor do que fora dela.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Fastio

As minhas filhas sofrem de fastio.
Sofrem de fartura. Sofrem da síndrome "criança classe média".
Ou seja, têm tudo o que precisam, têm muito do que não precisam e não estão satisfeitas com nada.

Têm milhares de bonecas, jogos, brinquedos variados. Mas não dão bola pra nenhum e querem sempre um outro qualquer da vitrine da loja.

Fazem natação, balé e, uma delas, música. Mas inventam que querem esgrima, hipismo e tênis.

Ganham cinco ou seis ovos de chocolate a cada páscoa, mas acham ruim que nenhum deles era o ovo X que tinha o brinde Y. E apenas lambiscam os ovos.

Fazem passeios, vão ao clube, ao cinema, ao teatro, a museus, recebem e visitam as coleguinhas em casa, mas reclamam sempre de não ter nada para fazer.

Em casa, têm muitos livros, filmes infantis, resmas de papel, lápis de cores, canetinhas, tintas, pincéis, o escambau. Mas se entediam mortalmente.

O que estou fazendo de errado?
Será o tal "excesso prejudicial de oportunidades" de que falou o amigo na última festinha infantil?

7 Comments:

Anonymous Anônimo said...

O que está errado?
Só isso: suas filhas são crianças mimadas.

11/23/2009 9:32 AM  
Blogger Claudia said...

Olá! Acho que sofro do mesmo mal, ainda que em escala menor, uma vez que a Júlia ainda vai fazer 3 anos. Na tentativa de proporcionar a ela coisas que eu gostaria de ter tido quando criança, busco apresentá-la a coisas bacanas (não só brinquedos): jogos, músicas, livros, atividades sem fim...
Ó, aproveitando: me disseram que é de bom tom avisar o dono do blog que eu o linkei lá na minha página. Fiz isso já faz algum tempo, então agora estou avisando a turma que linkei, tá?
bjos

11/23/2009 6:27 PM  
Blogger anna v. said...

Gostei da expressão "excesso prejudicial de oportunidades".
Já experimentou levá-las a orfanatos etc. e fazer com que levem para lá uma quantidade de brinquedos delas, para doar? Vai chegando perto do Natal e várias instituições abrem espaço para esse tipo de iniciativa.

11/24/2009 10:19 PM  
Anonymous Anônimo said...

Todos nós procuramos dar o máximo aos nossos filhos, sempre, desde que o mundo é mundo.
Ótima ideia a de Anna V.
Leve as meninas às campanhas de Natal dos escoteiros, do Lar dos Velhinhos, da Conferencia de S. Vicente Paulo, etc.

11/28/2009 7:09 AM  
Blogger Vivien Morgato : said...

Voto na proposta da Anna.
Eu tinha o mesmo problema em casa, mas a vida resolveu: passei por maus bocados e recodificamos tudo.

11/30/2009 12:53 AM  
Blogger K said...

Já levei ao asilo, ao abrigo de crianças perto de casa e garanto que não adianta.Valon sempre se entedia se passamos o final de semana em casa.Já Jujuba, como bom canceriano,adora ficar em casa brincando com seus velhos brinquedos.O problema é só convence-lo a catar depois suas 3000 peças de Lego que a mais de ano é seu brinquedo preferido.

12/07/2009 9:03 PM  
Anonymous Anônimo said...

tambem tenho uma garotinha que vive desse mesmo jeitinho tem tudo o que quer e o que não quer porem na hora de comer é um sufoco uma luta constante cada vez que chega a hora de comer me pergunto o que fazer hoje ela é simplesmente difil na hora de abrir aboca mas quando se trata de besteirinhas:bom bom, jujuba,pipoca etc. ela vai longe sendo que o emportante ela não come isso que me pertuba quando ela come fazemos uma festa pois é preciso muita conversa para poder obter um resultado bom e nen sempre serve espero que isso seja apenas a fase um beijooooooo para vcs.

4/07/2011 3:39 PM  

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