Mesa de Bar

Lugar pra se falar sobre tudo e sobre o nada.

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Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Sóbria, a maior parte do tempo. Na mesa de um bar me torno mais corajosa, mais sensível, mais emotiva, mais generosa. No bar e com umas cervejas a mais, as dúvidas se dissipam, as certezas afloram, as tristezas caem fora e a alegria reina. Sim, na mesa de um bar eu sou uma pessoa melhor do que fora dela.

sábado, novembro 03, 2007

Em trânsito

Da indescritivelmente quente Governador Valadares, eu vos envio meu muito saudar!

A primeira vez que aqui estive, há uns 8 anos, detestei esta cidade por causa do calor. Quase jurei que nunca mais voltava.
Hoje está tão ou mais quente do que naquele dia, mas eu estou muito satisfeita. O que um ar-condicionado no quarto do hotel não é capaz de fazer por uma pessoa, não? Vejo ao longe o pico do Ibituruna, bebo minha água de côco geladíssima, acesso a internet sem fio da cama e tudo está em paz.

Ontem , hoje e amanhã são dias de estrada e trabalho pra mim. Espero que o resto do mundo curta o feriado e fim-de-semana.

Bom de ter internet em quase qualquer pousada de quase qualquer lugarejo é que não se fica incomunicável com o blog. Por outro lado, eu fico me sentindo na obrigação de olhar email e trabalhar no computador mesmo de noite, já que estou aqui a serviço. Saco.

Outra coisa boa é ver um pouquinho de televisão e ficar espantada com o que vejo.

Uma coisa que me deixou intrigada foi num programa da gl*bo, ontem, sobre mudanças hormonais. Uma senhora reclamava que, após a menopausa, ela passou a se sentir menos vaidosa, menos interessada em sexo e no sexo oposto. Fiquei pensando que para muitas mulheres isso deve significar talvez uma libertação.

Amanhã vocês poderão me encontrar em Cuieté. Sabem onde é?
Não??? Nem eu. Vou descobrir amanhã, depois dou notícia.

Dica para quem viaja muito: na estrada, faça como os caminhoneiros. Coma nos restaurantes onde tiver muito caminhão na porta. É garantia de comida boa, farta e barata. Nada sofisticado, claro, mas tempero caseiro de qualidade. Só evite o café em restaurante de beira de estrada; por algum motivo eles gostam daquilo muito doce, um verdadeiro xarope, argh.

E precisam ver que fofo o menininho da roça, gritando na estrada de terra:
"evém, evém, evém o camião cheio de roda!"

Dois passarinhos suicidas atropelaram nosso carro em alta velocidade. Coitados.

update:
Nesta cidade não existe o conceito "tomar a fresca da tarde". Já anoiteceu e não refrescou nem um décimo de grau.
Aí, desisti de sair do quarto e pedi na copa pra me mandarem um sanduíche de frango com alface e tomate. Me trouxeram um PF com salada suficiente para engordar uma vaca, pelo menos meio galeto desossado em cima de uma tal quantidade de pão que, com certeza, exércitos já venceram campanhas com menos do que aquilo.
Comi tudinho.

2 Comments:

Blogger Carol said...

Oi meg. Adoro ler suas crônicas viagisticas. Sua vida deve ser demais. Curta muito minha filha, porque pior é passar o dia inteiro dentro de um escritório e o fim de semana dentro de casa. Amém, amiga!!! Beijão. Ps. escreva um livro daqui àlguns anos, eu pelo menos o lerei!!!

11/04/2007 3:27 PM  
Blogger MegMarques said...

Oi Carol,
essa vida viagística parece mais glamourosa pra quem está de fora do que pra quem está vivendo, viu? Mas eu gosto bem dessa fase do meu projeto de pesquisa: muito trabalho de campo!
Um beijo grande

11/04/2007 9:07 PM  

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