Mesa de Bar

Lugar pra se falar sobre tudo e sobre o nada.

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Local: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Sóbria, a maior parte do tempo. Na mesa de um bar me torno mais corajosa, mais sensível, mais emotiva, mais generosa. No bar e com umas cervejas a mais, as dúvidas se dissipam, as certezas afloram, as tristezas caem fora e a alegria reina. Sim, na mesa de um bar eu sou uma pessoa melhor do que fora dela.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Futebol

Eu até entendo quem gosta de futebol, embora eu particularmente ache chato. Entendo quem gosta de ver uma partida bem jogada, em que os jogadores realmente se esforçam e empenham, em que há dribles engraçados, passes incríveis, gols improváveis que acontecem. Entendo quem gosta de futebol assim, de modo geral, como esporte. Até porque é difícil ser habilidoso com a bola, talvez mais do que ser habilidoso com malabares: as poucas vezes em que chutei uma bolinha ela foi sempre para o lado errado que eu queria. E enfim, é bacana e bonito ver pessoas fazendo, com maestria, uma coisa que exige tanta coordenação motora e treinamento.

O que eu não entendo é essa paixão alucinada por um time. Porque um time não é uma coisa estável que se mantenha ao longo do tempo: de um ano pro outro mudam os jogadores, muda o técnico e o time não é o mesmo. Então, quando alguém fala que torce para o time XYZ há quinze anos, na verdade ele torceu para quinze times diferentes, que tiveram resultados muito diferentes em cada ano, em cada campeonato.

Pode ser que num ano a pessoa realmente tenha se apaixonado por uma determinada escalação, onde os jogadores Fulanilson, Beltrano Baiano e Sicraninho estavam muito entrosados, fizeram jogadas ótimas e venceram muitos jogos. Mas no ano seguinte os três vão pra outros times diferentes. Que sentido faz então continuar a torcer pelo XYZ?

Ainda se fosse uma questão de bairrismo eu entenderia. Também prefiro que ganhe o time do meu bairro, da minha cidade, do meu estado e do meu país; mas pode ser qualquer time. Não me faz muita diferença (aliás, diferença nenhuma) se quem ganhar de um time argentino for o América ou o Vila Nova, sendo ambos brasileiros. Vou ficar muito mais satisfeita com a vitória de qualquer deles do que se o time dos hermanos levar. E só.

Então, amigos corintianos tristonhos, não fiquem assim. Ano que vem tudo muda, todos mudam. E os campeonatos são mesmo uma loteria fraudada, não vale a pena se chatear por tão pouco.

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

o que faz um time e ter orgulho dele, não é necessariamente o time em si, e sim sua torcida. Milhares de pessoas unidas, esquecendo seus problemas, suas diferenças em prol de um bem comum, a vitória de seu time!

12/08/2007 11:25 PM  
Anonymous Anônimo said...

O torcedor de futebol é um masoquista clássico. Continua apaixonado pelo time que o castiga nos gramados, com espetáculos de seguida incompetência. Mas ele adora ver o time perder para depois reclamar da sorte. No Brasil então, isso é regra.

12/09/2007 10:40 AM  
Blogger Maria said...

A sensação de pertencer é que é importante. Vários psiquiatras, psicólogos consideram que "pertencer" é uma necessidade básica dos humanos.
O torcedor pertence a uma torcida, como a um país, a uma cidade, a uma religião, que também vão mudando ao longo do tempo e do espaço.

12/10/2007 10:25 AM  
Anonymous ericog.alves said...

Meg!!! Vc seria uma torcedora inteligente. Na verdade é um pouco de tudo o que foi dito e mais algo que ninguém sabe. Eu sou Botafoguense e várias vezes já me perguntei: Por que?!!!!! Fico com raiva, digo que não vou acompanhar mais o time e quando percebo... Estou na frente da droga da TV. Gostei muito do que escreveu!
até...

12/12/2007 3:59 PM  

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